3 maneiras para ajudar no aumento da produtividade no agronegócio
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3 maneiras para ajudar no aumento da produtividade no agronegócio

30 de dezembro de 2021

A demanda de produção agrícola tem aumentado, e um estudo realizado pela Secretaria de Política Agrícola aponta que, nos próximos 10 anos, a produção brasileira de grãos deve atingir 333,1 milhões de toneladas. Quando comparado ao que vem sendo produzido no período atual, pode-se considerar uma estimativa de alta de 27%, equivalente a 71 milhões de toneladas. A pesquisa ainda indica que a soja, milho de segunda safra e algodão vem em seguida, estabelecendo esse crescimento.

Além disso, não somente o aumento da produção, mas a exportação segue em alta, com um crescimento de 9,37% do PIB em 2021, e expectativa de 5% para 2022. Sendo assim, é importante estabelecer um planejamento estratégico adequado que possa se adaptar à demanda e aos custos de manutenção. Estudos de mercado e utilização de tecnologias são aliados para um bom funcionamento do processo, que envolve desde a  produção até a distribuição de mercadoria, como mencionado em nosso artigo sobre Planejamento Agrícola. 

Compreender essas questões é importante para ter a perspectiva de que é necessário aumentar a produtividade otimizando funções. Mas como isso pode ser feito, afinal? Separamos alguns pontos que podem ajudar a entender melhor como prosseguir:

1 – Estudar o ambiente de produção e investir em correções do solo

Condições físicas, químicas e biológicas do solo impactam diretamente na produção agrícola. Sua localização também interfere nos alimentos a serem cultivados e no tempo de crescimento. Avaliando o clima e recursos escassos, é possível prosseguir visando sua sustentabilidade. 

Quando visadas as formas de manutenção do solo, são aplicados recursos de correção, mas apenas após estudo rigoroso para não impactar de forma agressiva o meio ambiente e/ou prejudicar o cultivo na área. Entre as principais análises utilizadas, a maioria é baseada na determinação de macro e micronutrientes, PH, salinidade, capacidade de suprimento de nutrientes das plantas e teor de alumínio.

 Neste ponto, entram ainda os conhecimentos a respeito dos bioindicadores, fundamentais na hora de averiguar as condições do solo. Afinal, podem existir até 100 milhões de micro-organismos em um grama, e mudanças nesse ecossistema afetam diretamente a população ali existente e o plantio.

Para ter uma ideia das influências da relação da qualidade do solo e do ecossistema no cultivo, se a capacidade de retenção de água estiver abaixo do recomendado, isso pode impactar no transporte de nutrientes e aumentar a proliferação de fungos. Tecnologias e análises laboratoriais progrediram muito nas últimas décadas, permitindo um estudo muito mais completo e abrangente do ambiente.

Algumas das correções que podem se fazer necessárias incluem utilização de matérias orgânicas no solo  com ácido fúlvicos, NPKs, húmicos e corretores de carências como Cálcio, Potássio e Zinco, entre outros.

2 – Dar preferência aos biofertilizantes

Os biofertilizantes possibilitam uma resposta mais ágil, atuando como ativadores de mecanismos naturais de defesa das plantas, aumentando a produção e, por fim, o lucro do agricultor. 

Por outro lado, fertilizantes comuns também devem ser utilizados, mas em excesso podem ser prejudiciais ao cultivo do solo. Muitos agricultores podem pensar que, utilizando adubos e corretores de solo em demasia, a produtividade tende a aumentar. Mas, a utilização de recursos em abundância pode acabar resultando em um efeito reverso, prejudicando tanto quanto a falta de nutrientes.

3 – Aproveitar os recursos da agricultura de precisão

A agricultura de precisão, ou agricultura inteligente, é um método que vem se popularizando cada vez mais entre produtores agrícolas e empresas do meio. Saber utilizar os instrumentos tecnológicos para medir condições de cultivo, mapear áreas, aplicar fertilizantes automaticamente, controlar estoques, entre outros recursos, garante uma produtividade mais ágil para atingir resultados. 

Além disso, também é possível reduzir custos com a tecnologia. Com a verificação mais ampla e assertiva do que está acontecendo em tempo real, os recursos são movimentados para as áreas que necessitam de melhorias, com menor risco de gastar orçamento com questões menos primordiais que até então não haviam sido detectadas como tal.

Também existe a pecuária de precisão, aplicando ferramentas digitais para aceleração do processo de eficiência na produção da carne e do leite. Os recursos são investidos nas tecnologias que estudam o comportamento animal, diminuem as emissões de gases do efeito estufa e atuam na recuperação das pastagens degradadas. 

 

As regiões que mais têm apresentado crescimento de produtividade na agricultura têm sido as do Norte e Centro-Oeste, principalmente os estados do Tocantins, Rondônia, Pará e Mato Grosso. O principal gargalo, no entanto, tem sido os custos de aumento de produção. Em 2022, insumos como fertilizantes e defensivos, que são majoritariamente importados, devem sofrer uma alta significativa. Em 2021, agricultores já se depararam com uma alta de 100% dos produtos. Um exemplo é o preço do glifosato, que atualmente é um dos agrotóxicos mais comercializados mundialmente, e que subiu seu valor em 372% em um período de 12 meses. A ureia também foi afetada por esse cenário, com uma alta de 147%, segundo os dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Para driblar dificuldades e ter uma produção considerável e significativa, uma gestão fiscal mais rigorosa se tornou ainda mais primordial para manter a lucratividade sincronizada com o aumento de produção. Dados de pós-produção, por outro lado, são tidos como a etapa final da avaliação de resultados, analisando dados e aperfeiçoando recursos de acordo com o acompanhamento realizado. Um sistema de suporte eficaz garante que haja destinação correta de investimentos e analise qual demanda apresenta o maior retorno.

A Cast group utiliza a SOFICOM como recurso tecnológico de controle operacional, aumentando a eficiência das equipes fiscais, contábeis e tributárias, por mais complexo que seja o cenário. Além disso, soluções personalizadas no segmento permitem o desenvolvimento de recursos pela empresa garantindo maior capacidade logística, integração da cadeia produtiva e aumento da eficiência entre as operações. A instalação destes recursos age de modo intuitivo, com interfaces responsivas que podem ser acessadas até mesmo de dispositivos móveis, e ainda assim adequadas ao SAP e mantendo protocolos e certificações que o sistema exige.



 
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