8 tendências para a saúde pós-pandemia
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8 tendências para a saúde pós-pandemia

22 de dezembro de 2021

A crise sanitária causada pelo advento do novo coronavírus impactou o mundo das mais variadas formas. Uma das principais questões passou a ser, então, como ficaria a área da saúde pós-pandemia e o que podemos esperar dos profissionais daqui para a frente, bem como todo o setor de health care.

Decerto, não existe caminho fácil. A situação enfrentada foi algo inédito para a medicina e a indústria farmacêutica em geral, que se viram mergulhadas em estudos e investigações intensas e aceleradas, buscando minimizar os danos causados em tempo nunca antes visto.

Segundo dados coletados pela IQVIA em abril de 2021, haviam sido criados cerca de 3500 novos estudos sobre o COVID-19 nos 15 meses anteriores globalmente, sendo o Brasil responsável até o momento por 166 destes.

Paralelamente, houve a necessidade de adaptação dos processos, sobretudo no que diz respeito à colaboração entre indústria e poder público, a fim de garantir agilidade e efetividade em ações coordenadas de vacinação e conscientização da população em geral.

Além disso, a tecnologia foi determinante para garantir a manutenção da saúde e evitar a propagação de novos casos. Isso tudo por meio do monitoramento em tempo real, da telemedicina e uso recorrente de inteligência artificial.

Confira então quais são as expectativas para saúde pós-pandemia segundo especialistas de diversas áreas.

Tendências para a saúde pós-pandemia

Possivelmente, o maior aprendizado que a pandemia trouxe foi o quanto a comunicação integrada e eficaz faz toda a diferença no dia a dia, ainda mais em períodos de crise. 

Conectar pesquisadores à médicos, reguladores e governo e fazer toda a cadeia funcionar não foi fácil, mas se prova nitidamente valioso para todos os envolvidos.

Entenda um pouco mais sobre o que se espera para a saúde após essa verdadeira virada de chave.

  1. Digitalização dos atendimentos

A telemedicina está regulamentada e operante no Brasil, fazendo com que as teleconsultas sejam uma alternativa viável para muitas especialidades e situações, como é o caso da Psicologia ou de pessoas que experimentam sintomas mais superficiais e desejam orientação de conduta.

A tecnologia permite sanar dúvidas de forma prática, fazer a triagem de pacientes, agendar consultas e exames, registrar prontuários, entre outras funcionalidades. 

O advento de aplicativos e outras plataformas voltadas totalmente à essa função não é algo exclusivo à pandemia e perdurará no cenário da saúde.

  1. Melhoria da experiência

Ao mesmo tempo que as ferramentas são disponibilizadas, há a necessidade de fazer com que toda a experiência faça sentido para os usuários e pacientes. 

Portanto, o foco será criar um ambiente que transmita seguridade em todos os sentidos: desde a credibilidade dos profissionais, até o uso correto dos dados. 

Cada vez mais o serviço entregue pelo segmento será de cuidado e atenção, aliado à agilidade e prestabilidade.

O mercado se tornará mais concorrido, então é provável que as empresas voltadas à health care invistam todos seus esforços para se destacarem no meio.

  1. Ampliação dos horizontes

Com a participação massiva da população no ambiente digital, que deve acontecer de forma gradual, mas efetiva, há espaço para atender pessoas nos locais mais remotos.

Isso fará com que o acesso à saúde seja potencializado com o tempo, aumentando a busca por tratamentos e prevenção.

  1. Uso intensivo de Inteligência Artificial 

A Inteligência Artificial é um dos principais pilares das tendências para a saúde pós-pandemia. Alguns softwares já conseguem analisar a expressão facial de quem está interagindo do outro lado, direcionando os esforços de maneira mais assertiva ou até mesmo fornecendo diagnósticos.

Também é possível cruzar dados variados, fazendo avaliação de exames, associando sintomas às doenças ou até mesmo na realização de cirurgias ou procedimentos mais complexos.

As possibilidades são inúmeras e se espera, que em um futuro próximo, as atividades gerais passem a ser menos burocráticas e manuais, para se tornarem mais dinâmicas e estratégicas como um todo.

  1. Unificação do sistema de saúde 

Recentemente, o Ministério da Saúde brasileiro publicou a Estratégia de Saúde Digital, mostrando quais são os planos para a saúde pública no país.

De acordo com o documento, uma iniciativa ligada ao Programa Conecte SUS, a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), atingirá grau de maturidade até 2028 e conectará os mais diversos interessados nas informações e serviços ligados ao tema: a comunidade em si, profissionais da saúde, laboratórios, hospitais e centros de saúde em geral, centros de pesquisa e serviços de informação.

A proposta é se valer do ambiente digital para estabelecer relações mais próximas e que façam mais sentido, facilitando a propagação de boas práticas e aumentando (e muito) a geração de valor tanto para quem presta o serviço, quanto para quem o consome.

  1. Investimento na conscientização

A pandemia também nos mostrou a importância que a informação tem de conter o avanço de doenças, bem como de as prevenir. 

Pelo simples fato de lavar corretamente as mãos, a incidência de muitas mazelas cai drasticamente. Em contrapartida, a Unicef alerta que aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas no mundo (três a cada dez) não tem acesso às condições básicas de lavagem das mãos em casa, com água e sabão.

Uma vez que esses dados são disseminados com mais frequência e efeito, é possível buscar alternativas protetivas para evitar outras propagações como a que observamos. 

Afinal, vivemos em um planeta totalmente globalizado, onde atualmente é muito mais fácil interagir com diferentes pessoas e animais, tendo contato com diferentes vírus e outros organismos (confira nosso artigo sobre o conceito de One Health).

  1. Proteção de dados

Paralelamente a toda essa tendência de compartilhamento de informações e unificação de dados, também há a preocupação com a proteção de dados. Há um esforço mundial em assegurar que os dados de todos sejam resguardados, evitando perdas e danos.

As empresas e governos deverão investir massivamente em sistemas de proteção voltados à área da saúde, garantindo a segurança dos cidadãos como um todo.

  1. Farmácias como hubs de saúde

Por fim, também a indústria farmacêutica passa por uma transformação importante, com a migração de boa parte dos consumidores consumindo de forma online seus serviços. 

Logo, a tendência para esse modelo no futuro é múltiplas soluções, diversificando o campo de atuação. Conectar-se às redes de farmácias e seus aplicativos, funcionalidades como: teleconsultas, disponibilidade médica ou acesso facilitado à receituários e produtos diversos, (como os de conveniência ou mercado).

Para garantir toda essa pluralidade, será inevitável adequar todo o negócio à digitalização – desde os caixas, até o estoque e a comunicação com parceiros e fornecedores. 

Dessa forma, as empresas farmacêuticas podem contar com as soluções de inovação da Cast group ao segmento farmacêutico, como o SAP Business One para pequenas e médias empresas e o SAP S/4Hana para as de grande porte. 

Ambos são sistemas de gestão de altíssima eficiência, que interligam todas as frentes da empresa, organizando e criando relações inteligentes entre as áreas. 

Conheça nosso serviço e veja como elevar ainda mais suas entregas, preparando-se para o futuro da saúde pública e privada no Brasil.



 
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