A importância de estabelecer um plano de carreira dentro das empresas
BLOG
Recursos Humanos

A importância de estabelecer um plano de carreira dentro das empresas

30 de dezembro de 2021

O plano de carreira é uma forma de promover segurança e crescimento profissional, motivando funcionários a estabelecerem objetivos. Afinal, a maioria das pessoas deseja subir de cargo, e empresas que não oferecem essas oportunidades tendem a perder sua equipe para concorrentes mais cedo ou mais tarde, ou mesmo desincentivar o interesse no trabalho devido à falta de reconhecimento. Desta forma, ambas as partes têm a ganhar, já que o progresso do colaborador resulta em mais motivação e, consequentemente, impacta nos resultados.

Uma das tendências do mercado de trabalho atual é a busca por experiências novas e desafiadoras, que permitam o aprendizado. Já não se prioriza um longo tempo em um mesmo local, como nas décadas do século XX, mas sim o que aquela gestão pode acrescentar no desenvolvimento, somado à qualidade de vida e adequação com a cultura da empresa. 

De acordo com pesquisa divulgada em 2021 pela Robert Half em parceria com o Centro de Liderança da Fundação Dom Cabral, o que os profissionais mais buscam atualmente nas empresas são: remuneração (56%), aderência do cargo à experiência prévia (46%) e desafio proposto (45%). Por outro lado, o que as empresas mais têm buscado durante o recrutamento são fatores como experiência prévia do candidato (88%), adequação com a cultura organizacional (62%) e formação acadêmica (36%). Assim, pode-se dizer que o plano de carreira atual pode ser visto como um mapa de desenvolvimento, em que as perspectivas de ambas as partes vão se alinhando para chegar onde pretendem.

Para elaboração de um plano de carreira adequado, que impacte positivamente os interesses tanto do colaborador quanto da gestão, é recomendado que o RH tenha um planejamento com base em estudos e perfil da empresa. Por exemplo, nas indústrias a cultura organizacional é um dos fatores mais importantes, enquanto o agronegócio prioriza indicações profissionais e o varejo a formação acadêmica. Se possível permitir que colaboradores participem de diálogos sobre seu propósito dentro da empresa também ajuda a compreender melhor sua motivação e incentiva a participação na tomada de decisões.

Alguns pontos que podem ser considerados:

Fazer um benchmarking

O benchmarking tem sido cada vez mais utilizado por grandes corporações, e aos poucos vem ganhando espaço também entre pequenas e médias empresas. É uma ferramenta de análise de concorrência, em que resultados de outras companhias são observados e adequados à realidade de seu negócio. Assim, por exemplo, se muitas pessoas têm interesse em migrar para determinado local, vale a pena fazer um estudo dos diferenciais que ele está oferecendo aos funcionários, como remuneração, programa de recompensa e cargos de liderança, além das políticas estabelecidas.

Conhecer o perfil dos colaboradores

Já falamos anteriormente sobre adequar o mapa de desenvolvimento de acordo com perfil da empresa a funcionário. Mas por que isso é tão importante? Simples, quando a gestão de RH entende a visão de futuro dos seus colaboradores, compreende as expectativas que estes possuem, e se é possível adequá-las de acordo com as segmentações da organização ou não. 

Aquela pergunta-chave em várias entrevistas de emprego, “onde você se enxerga daqui 10 anos?”, pode ser uma forma de entender se as expectativas estão de acordo com o que a companhia tem a oferecer. Mesmo que as respostas incluam estar em outro local ou abrir o próprio negócio, estabelecer esse diálogo ajuda a formar propósitos e estabelecer metas. 

Após esse diagnóstico, é possível traçar um plano de carreira e como serão as progressões de cargo e os critérios necessários para subir o nível da posição atual, até chegar em uma eventual liderança. Essas transições devem estar de acordo com infraestrutura, faixa salarial e funcionamento do setor. Quanto mais transparência sobre as funções e dinâmicas que envolvem cada cargo, mais chances de encontrar o perfil ideal e pessoas que queiram fazer parte da posição oferecida.

Identificar pontos fortes e fracos e estabelecer metas

Cada pessoa tem um perfil diferente, e cabe ao RH saber mapear e identificar se realmente aquelas características se encaixam em determinada função. Às vezes, o colaborador é excelente em sua função, mas não se adequaria tão bem liderando uma equipe, por exemplo. E não há problema algum nisso! Existe uma visão supérflua de que apenas cargos de chefia representam sucesso profissional, sem analisar que é necessário todo um processo e diferentes cargos internos envolvidos para que o gestor possa também desempenhar seu papel. Querer um cargo apenas por questões monetárias ou pressão, sem compreender se realmente vai de acordo com sua identidade, apenas resulta em frustração para o funcionário e, consequentemente, para a gestão.

Outras ferramentas úteis, que têm sido cada vez mais utilizadas por empresas, podem ser softwares de gestão comportamental. Utilizando a tecnologia a favor da gestão, é possível mapear o perfil de cada colaborador e, ao abrir uma nova demanda, definir como cada membro da equipe se encaixa para sua realização. 

Uma vez que estes pontos estão estabelecidos, metas podem ser pré-determinadas, motivando o time a ir cada vez mais longe. Objetivos definidos e plausíveis entram não apenas como um desafio, mas como forma de garantir que as ações sejam executadas no período correto e saber qual o ponto máximo, até o momento, em que a empresa e funcionário conseguem chegar. 

Vale ressaltar, porém, que metas devem ser revistas periodicamente, conforme as mudanças do mercado e resultados atingidos. 

Realizar treinamentos e avaliações periódicas

Para a empresa conseguir manter uma equipe qualificada, cabe a ela também disponibilizar os métodos de capacitação adequados para isso. Muitas vezes os funcionários têm vontade de crescer, mas possuem dificuldades em definir por onde começar ou como realizar determinada função. Um treinamento adequado é a melhor forma de ajudar a promover um plano de carreira dentro da instituição, instruindo e adaptando perfis para determinadas áreas. 

Mesmo para colaboradores que já desempenham suas tarefas há mais tempo, ou tenham uma longa experiência profissional anterior, sempre é importante manter-se atualizado para um mercado cada vez mais exigente e competitivo. A gestão também pode desenvolver treinamentos de reciclagem e avaliações periódicas não apenas quando notar alguma atitude fora de suas políticas, mas como método de reforçar seus valores e ajudar que todos compreendam as principais tendências dentro de suas áreas, para adaptá-las à própria empresa.

Entre alguns treinamentos que são utilizados por corporações, estão:

 

Treinamento de integração – prepara novos colaboradores para entrar na empresa, ou auxiliar em mudanças de setor;

Treinamento comportamental – auxilia para que a equipe esteja ajustada à missão, visão e valores da empresa;

Treinamento técnico – estratégia de capacitação, seja para aprender a manusear ferramentas e programas ou desempenhar funções;

Treinamento motivacional – focado em metas e incentivo ao crescimento profissional;

 

Dentro deste contexto, a realização de avaliações periódicas determina os objetivos atuais do colaborador e se o treinamento foi adaptado ao seu perfil. Afinal, seus objetivos podem ter mudado, e sua capacitação pode ser readequada. Estas avaliações podem ser realizadas com ferramentas de controle de produtividade, como dados sobre o ROI (Retorno sobre o Investimento) de um treinamento e relatórios de desempenho.

Uma gestão qualificada compreende que entender o rendimento de seus colaboradores não é uma forma apenas de controle, mas de incentivos à melhorias que cada um pode oferecer.

Permitir feedback

Agora vamos simular uma situação: a empresa gastou orçamento em treinamentos e infraestrutura, mas esqueceu de um fator primordial em seu planejamento: ouvir a percepção de seus colaboradores. Oferecer essa oportunidade de diálogo permite que sejam realizadas adaptações, quando necessárias, e mantêm sua equipe interessada ao sentir que fazem parte da formação de ideias da companhia. Da mesma forma, gestores podem conversar com seus funcionários para pontuar o que pode ser adaptado em seu desempenho atual. 

Um mapeamento de carreira bem estabelecido ajuda a atrair perfis altamente qualificados e reter os bons profissionais que já fazem parte da equipe.



 
Compartilhar

Você também pode gostar:





VER TODOS OS POSTS