Como conduzir um processo de inovação centrado no ser humano?
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Como conduzir um processo de inovação centrado no ser humano?

18 de fevereiro de 2020

Nos últimos tempos, muito tem se falado sobre indústria 4.0 e transformação digital. Esses conceitos são importantes, já não são mais novidades e estão norteando as empresas inteligentes, que precisam se digitalizar e investir cada vez mais em automação e tecnologia. Porém, ressaltamos aqui a importância do processo de inovação centrado no ser humano.

Mas o fato é que nem todas as grandes empresas estão escalando com efetividade os conceitos de inovação digital para impulsionar o crescimento. Talvez, isso aconteça porque são poucos os casos de organizações que realmente se dedicam com os processos de inovação centrado ao fator humano.

A transformação digital deve ser um processo que envolve as pessoas, tendo como foco os usuários, como clientes e funcionários de uma companhia. Saiba mais, a seguir!

Perceba o que falta nas iniciativas de transformação digital da sua empresa

A experiência do usuário é considerada vital para nortear as ações tomadas pelas empresas, em todos os seus âmbitos. Em conjunto com isso, devem ser consideradas as mudanças impulsionadas pela tecnologia e a escala de valor que elas proporcionam.

Ambos os conceitos precisam andar em conjunto, para que a empresa não só apenas invista em tecnologia de forma aleatória, sem mensurar os resultados que isso traz para os usuários e como impacta o seu financeiro.

Imagine, por exemplo, que um banco desenvolve uma assistente digital para que os clientes possam fazer transações bancárias pelo celular. Caso não ocorra uma pesquisa e acompanhamento de como a inteligência artificial está auxiliando o usuário, não se saberá se o investimento está trazendo retorno.

Se os clientes tiverem dificuldades em lidar com o novo recurso e o abandonarem, preferindo ir pessoalmente às agências bancárias para fazer operações simples, o investimento foi em vão. Nessa situação, não houve foco no humano e a inteligência artificial não trouxe um diferencial competitivo para a companhia.

Em resumo, podemos dizer que, para que a inovação seja bem-sucedida, a perspectiva dos seres humanos impactados por ela precisa ser lembrada.

Essa linha de pensamento precisa começar pela ideação e passar para a operação em larga escala. Assim, você poderá ter um processo de inovação centrado no ser humano.

Veja o que é preciso para conduzir um processo de inovação centrado no ser humano

Um processo de inovação centrado no ser humano exige ainda  que as empresas passem pelo trabalho de identificar os desafios e criar as soluções certas. De tal maneira, deve ser feito um trabalho de pesquisa profundo, para compreender melhor o público da organização e assim desenvolver tecnologias que supram as suas necessidades.

Essa ideia de “centrado no ser humano”, por mais que tenha começado a ser mais discutida nos últimos anos, não é tão recente. Ela surgiu ainda na década de 1970, quando o termo foi cunhado pelo designer Horst Rittel, que estudava como o design de produtos deveria ser feito de acordo com as necessidades das pessoas que os utilizavam.

De lá para cá, o processo evoluiu muito. Atualmente, se trabalha com quatro fatores para que a inovação seja bem sucedida em uma empresa. Em todos eles, a centralização está no ser humano. Confira, a seguir!

Viabilidade

Ao investir em transformação digital, a empresa precisa avaliar a parte técnica e regulamentar a solução que será criada e sua forma de entrega. Isso quer dizer que o projeto precisa ter viabilidade.

Não se pode desenvolver nenhum novo projeto sem antes testar se ele é viável. Nisso se incluem questões financeiras, de logística, entre tantas outras.

Escalabilidade

Também é preciso que a empresa avalie e escale como a ideia será dimensionada, tanto na perspectiva da tecnologia, quanto da empresa.

É preciso que o processo de inovação centrado no ser humano seja escalável, ou seja, que aumente o volume nas atividades de produção, mas sem ampliar os custos. Para que isso aconteça, é necessária muita análise.

Desejabilidade

Recomenda-se ainda uma pesquisa para definir a atratividade para o usuário final e a maneira como esse valor é alcançado.

Aqui se percebe a necessidade de não criar algo apenas por crendice de que se tornará vantajoso para a empresa ou pelo fato de um concorrente ter tido sucesso com algo similar. É preciso entender o perfil e os desejos do seu consumidor.

Viabilidade

Finalmente, você precisa descobrir se o argumento comercial da ideia e o potencial de aumento de receita e impacto são positivos. Assim, se saberá se o investimento é viável, ou seja, se ele vale a pena de ser feito.

O equilíbrio e o alinhamento entre esses quatro fatores não apenas melhora a eficácia e a eficiência dos modelos e processos nos negócios, mas também pode transformar a estrutura da organização.

Ao seguir os quatro passos para conduzir um processo de inovação centrado no ser humano, se ajuda a construir uma cultura voltada para o desenvolvimento contínuo no trabalho. O resultado disso tudo é o aumento na satisfação do usuário, o acesso e a entrega sustentável.

Observe como o coração da inovação são as pessoas

Conforme os processos e estratégias vão amadurecendo, as empresas começam a perceber mais a importância das pessoas. O ser humano se torna o coração da inovação e das estratégias, uma vez que é ele quem faz o negócio crescer e pulsar.

A mentalidade da inovação não faz com que os clientes de uma empresa sejam vistos como meros usuários, por exemplo, eles são seres humanos, que têm necessidades e anseios que necessitam ser sanadas, de forma exclusiva. Com a tecnologia, isso é possível!

Pronto para conduzir um processo de inovação centrado no ser humano na sua empresa? Como você aprendeu, é preciso conhecer muito sobre os seus clientes para isso. E se você pudesse ter uma cópia digital dessas pessoas?

Saiba mais sobre essa tendência do futuro em nosso artigo que explica o que são gêmeos digitais. Temos a certeza de que aproveitará muito dessa leitura.



 
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