Entenda sobre a aceleração empresarial nas PMEs
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Entenda sobre a aceleração empresarial nas PMEs

8 de outubro de 2021

A aceleração de empresas é algo bastante discutido e tem atraído a atenção dos executivos das pequenas e médias empresas. Por trazer dinamismo, resultados rápidos e multiplicidade de conhecimento, encanta cada vez mais gestores.

Além do interesse óbvio de negócio, a crise sanitária vivenciada globalmente impulsionou a digitalização em um ritmo sem precedentes. Especialistas estimam que em cerca de seis meses, as empresas experimentaram uma evolução tecnológica que demorariam dois anos para atingir.

A necessidade de inovar e a adaptação fizeram com que houvesse mais resiliência nas PMEs que conseguiram superar, provavelmente, o período mais desafiador de toda sua operação.

Nesse sentido, fazer parte de um método ágil e estruturado é uma grande vantagem para as companhias que desejam mais eficiência e assertividade.

Entenda o que de fato é esse conceito e quais são as principais vantagens em aderir a ele!

O que é a aceleração de empresas?

Antes de mais nada, a aceleração de empresas consiste em receber investimento de instituições maiores, visando o crescimento sustentável e desenvolvimento de quem recebe o serviço.

É uma espécie de mentoria, onde a aceleradora ajuda estrategicamente no desenvolvimento da parceira. Isso pode ser feito através do aporte de capital, compartilhando conhecimento e técnicas em áreas críticas, dividindo recursos e colaboradores, entre outras hipóteses.

A duração do projeto varia de acordo com cada caso, mas vai desde alguns poucos meses, até em média, um ano.

Os ganhos são bastante expressivos, sendo que normalmente, a empresa maior pede em troca participação em ações ou lucros gerados. Também é preciso atender a alguns requisitos, que diferem de acordo com cada programa de aceleração.

Quais as vantagens de participar de uma aceleração corporativa?

A aceleração traz inúmeros benefícios para quem a experimenta. O primeiro, mais evidente, é de contar com o know-how de uma companhia maior, consolidada e em todas os aprendizados que podem advir dessa relação.

Uma vez que a mentora já direcionou seus esforços para atender a esse tipo de demanda, o crescimento é embasado e organizado de forma que seja captado com clareza e no menor tempo possível. Além, é claro, de trazer expansão financeira. Afinal, o interesse é de ambas as partes.

Só essa vantagem já seria bastante interessante, pois é bastante facilitadora, certo?

Mas também há alguns outros pontos que fazem toda a diferença, como a mudança de mentalidade, o enraizamento da inovação e também a abertura a novas oportunidades.

Ao ingressar em um programa como esse, a empresa deve entender que haverá certas mudanças na cultura organizacional – e que fazer essa “virada de chave” é essencial. Essa transição deve ocorrer, sobretudo, para dar suporte a uma era em que as transformações não pedem permissão para acontecer e arrastam consigo quem não estiver disposto a se encaixar.

Nesse sentido, entender mais sobre a inovação, o pensamento crítico e criativo e em como implementar as melhores estratégias para determinado segmento também possui um enorme valor.

E por fim, há a questão do compartilhamento de informações e networking. Ao fazer parte de um programa de aceleração, geralmente há abertura para contato e troca com parceiros, fornecedores e clientes. 

Assim, é bastante enriquecedora a experiência, que possibilita entender diferentes pontos de vista e ampliar muito mais a rede de contatos e projetos futuros.

A relação entre o digital e a aceleração

Um dos maiores focos dos programas de aceleração de empresas é a transformação digital, seja o ingresso ao meio ou a devida ambientação, seguido das mudanças estruturais que devem ocorrer. 

Para contextualizar, trazemos alguns dados: um estudo da FGV Projetos com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) apontou que 66% das MPEs entrevistadas ainda estão em estágio muito inicial de maturidade digital, sendo que 18% desse percentual é composto por empresas analógicas.

Por outro lado, o faturamento médio das PMEs no 2º trimestre de 2021 teve alta de 9% em relação à média do 1º trimestre. Essa informação é do Índice de Atividade Econômica de PMEs (IAE) da Omie. 

Um dos indicadores para que isso tenha acontecido é justamente a busca pela modernização e inovação, aliado, é claro, à perspectiva de ter toda a população vacinada.

As companhias brasileiras vão, aos poucos, notando que o futuro chegou definitivamente, e que para fazer parte dele, é vital se modernizar.

O ambiente digital permite receber orientação com base em dados e análises preditivas, derrubar as barreiras físicas para alcançar mais clientes e encontrar alternativas de forma rápida, criativa e muito menos engessada. Em outras palavras, abre espaço para escalabilidade, manobras empresariais e aumento de competitividade.

Desse modo, a pesquisa da FGV com a ABDI revelou que para 38% das MPEs, a maior dificuldade para adesão à transformação digital é a escassez de recursos, seguida pela falta de acesso a profissionais que efetivamente ajudem a ingressar nessa transição (14%).

Fica claro, então, o potencial que o Brasil tem de se tornar muito mais próspero por meio dessas iniciativas. No fim das contas, a conexão entre mentores e parceiros ramifica muito mais o conhecimento, as trocas e a interação, fazendo com que todos saiam com benefícios.

Agora que você já descobriu um pouco mais sobre a aceleração empresarial, confira também nossos outros conteúdos sobre gestão empresarial e tecnologia.

 



 
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