One Health e o conceito de saúde multidisciplinar
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One Health e o conceito de saúde multidisciplinar

22 de dezembro de 2021

Ao longo dos anos, muito se falou sobre como o homem e a natureza estão intrinsecamente conectados. E embora não seja um conceito particularmente novo, a discussão sobre One Health, seus pilares e consequências passaram a ser amplamente discutidos, ganhando nova importância no meio científico.

A compreensão de como a interação e a colaboração entre as diferentes áreas da medicina podem solucionar milhões de ocorrências ao ano e prover mais qualidade de vida à população se faz necessária, ainda mais em um cenário em constante transformação.

O que é One Health?

Também conhecido no Brasil como Saúde Única, trata-se da ideia da interdependência e associação das relações entre seres humanos, animais e o meio ambiente. 

A partir desse ponto de vista, seria impossível desassociar a saúde de cada um desses elementos, pois eles estariam em constante contato, existindo e se relacionando mutualmente.

Com o advento das cidades e a exploração cada vez maior de ambientes selvagens ou rurais, o contato com doenças transmitidas por animais (e vice e versa) foi explorado ao máximo. Estima-se que cerca de 60% das doenças infecciosas conhecidas e 75% das emergentes, na atualidade, sejam compartilhadas entre diferentes espécies.

O médico patologista alemão Rudolf Virchow definiu, no século 19, como zoonoses as doenças transmitidas para o homem através dos animais.

Atualmente, a avaliação é de que as zoonoses são responsáveis por aproximadamente 2,5 bilhões de incidência de enfermidades, ocasionando por volta de 2,7 milhões de mortes por ano, mundialmente.

Fator esse potencializado até mesmo pela globalização, que foi determinante para que não só a economia e as culturas se expandissem, mas também as mazelas que antes eram tratadas de forma regional.

A importância da colaboração no campo da Saúde Única

Pudemos notar o quanto esse conceito faz sentido, se observarmos doenças como a salmonela, tuberculose, malária, H1N1, febre amarela, dengue, chikungunya e é claro: o temido SARS-CoV-2 – o COVID-19.

Recentemente, a revista Nature publicou que há três vírus com estruturas praticamente idênticas a do SARS-CoV-2, encontrados em morcegos do Laos.

Ainda não foi comprovada a origem do vírus que se espalhou pelo mundo todo e gerou toda a comoção causada pela crise sanitária, mas fica quase que evidente que teve sua origem em um ambiente cruzado entre o ambiente urbano e o selvagem.

Além, obviamente, de uma questão sanitária, a doença evidenciou como algo supostamente inofensivo pode gerar imenso prejuízo econômico e social. 

Portanto, os debates sobre como a medicina, a veterinária e a indústria farmacêutica podem coexistir para favorecer a saúde pública se tornaram vitais. E não só elas, mas também as de meio ambiente, bioquímica ou segurança alimentar, por exemplo.

A ideia é que as barreiras entre as áreas de atuação sejam transpostas, para que os conhecimentos e técnicas sejam trabalhados em conjunto, gerando trocas que podem gerar respostas, promover avanços ou mitigar danos generalizados.

Como exemplo, temos um novo estudo sobre como o veneno de cascavel pode regular o sangue, criar mecanismos altamente curativos e evitar casos de AVC, se replicado de maneira correta em laboratório.

Esse é somente um exemplo de como a medicina e o segmento farmacêutico podem se apoiar na natureza para ter um entendimento mais amplo sobre o que nos afeta e o que poderia auxiliar-nos na manutenção da vida.

Como colocar o One Health em prática?

O esforço para criar soluções conjuntas demanda tempo, colaboração e certamente não é algo fácil. No entanto, é preciso de conscientização para encarar os obstáculos e oportunidades que estão pela frente.

O ideal é criar mecanismos avançados e embasados em tecnologia e dados para ter um monitoramento completo, além de testes laboratoriais que criem relações mais lógicas e diretas entre a correlação entre os pilares homem-animais-ambiente.

A preocupação com a sustentabilidade e a proteção do solo, especialmente nas áreas rurais, é pauta também para a agricultura de precisão

Cuidar para que o solo esteja apropriado para evitar a contaminação é não só uma atitude que gera ganhos de produtividade, mas que também colabora para o ecossistema como um todo.

Por outro lado, é preciso investir em tecnologia para armazenar as informações corretamente e criar um bom fluxo de dados, que pode ser consultado em qualquer momento e de qualquer lugar. 

Nesse sentido, uma empresa farmacêutica pode contar com o apoio das soluções da Cast group direcionadas para o segmento. Elas garantem conformidade com a legislação e oferecem soluções analíticas enriquecedoras, que permitem inferências para as melhores tomadas de decisão.

É por isso que 6 entre 10 das maiores farmacêuticas do país confia no nosso trabalho. Vamos juntos criar as condições favoráveis ao desenvolvimento da sociedade? Conheça o nosso trabalho.

 



 
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