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Open banking e seu impacto na gestão empresarial

11 de agosto de 2021

O Open Banking já começou a ser implementado no Brasil, mas por enquanto, ainda pouco é falado sobre suas funcionalidades e em como essa mudança afetará a gestão empresarial. 

Primeiramente, é preciso simplificar o conceito e ilustrar como ele afetará o mercado e o público consumidor.

Open Banking, então, trata-se da integração e comunicação entre instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central (BC), a fim de distribuir e otimizar a utilização de dados dos clientes (pessoa física e jurídica).

Assim, através da solução será possível consultar e obter informações pessoais (nome, CPF/CNPJ, endereço, contato), transacionais (renda ou faturamento, perfil e capacidade de compra, movimentações de conta corrente) e de produtos (utilização de financiamentos, capitalizações, empréstimos).

Seguindo os preceitos da LGPD, o compartilhamento de cada informação só poderá ser feito através do consentimento dos correntistas. Afinal, a definição busca trazer transparência acima de tudo – e isso só pode ser feito por meio de alto nível de proteção e tecnologia.

O objetivo é melhorar a oferta de produtos, bem como o acesso da população a eles. O Banco Central entende que os dados dos consumidores pertencem a eles próprios e não aos bancos e demais instituições. 

Logo, possibilitar a coparticipação será uma nova maneira de revolucionar a relação do público com seus capitais e escolhas pessoais.

Quem participará do Open Banking?

A execução do processo será faseada e acontecerá ao longo de 2021 aqui no Brasil. Na verdade, esse sistema começou a ser implementado no Reino Unido em 2018, seguido por Austrália, México e Índia, que também já iniciaram os trâmites. 

Além deles, outros países seguirão o exemplo do que deverá ser uma realidade praticamente global ao longo de alguns anos.

A busca pela melhoria da experiência financeira também movimentará o mercado financeiro, que se torna mais competitivo com a medida. 

Isto porque a partir deste ano, os clientes terão oportunidades claras e acessíveis de migrarem para a oferta que consideram mais interessante para o seu caso. Desse modo, todas as movimentações deixam de ser tão burocráticas e morosas, para serem resolvidas em um período de tempo muito menor. 

A adesão será obrigatória para instituições financeiras do tipo S1, que detém capital igual ou superior a 10% do PIB e possui presença internacional, ou S2, com porte entre 1% e 10% do PIB. 

Portanto, as maiores corporações, como: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Santander, Itaú ou BNDES, por exemplo, já estão confirmadas. Demais instituições têm participação voluntária, sendo que é provável que grande parte das que são reguladas pelo BC se interessem em participar.

Como será a mudança?

O Open Banking prevê algumas melhorias. Exemplificando, um indivíduo pode decidir contratar um empréstimo em um banco, investir em uma outra instituição e ter cartão de crédito em uma terceira opção, que não cobra anuidade.

Outra vantagem enorme é o compartilhamento do histórico de bom pagador (ou não) de cada pessoa. Até então, mesmo que o comportamento financeiro de alguém tenha sido exemplar ao longo de anos, ao tentar migrar para outra organização, seria provável não obter as mesmas (ou maiores) vantagens, por falta de base de sua credibilidade e interações anteriores.

Apenas esses dois exemplos mostram quão flexível e benéfica será a nova relação com as instituições, garantindo mais autonomia à população.

Lembrando que quem escolherá dividir ou sondar informações é o cliente e que todo compartilhamento bancário só será feito mediante consentimento.

Sendo assim, a transição se dá em 4 fases distintas:

Fase 1: compartilhamento de dados entre as instituições participantes sobre canais de atendimento, produtos e serviços ofertados, sem contemplar as informações de clientes.

 Fase 2: permissão para compartilhamento de dados cadastrais, transacionais e de produtos contratados por parte dos clientes.

Fase 3: comporta transações de pagamentos e compartilhamento do histórico financeiro dos correntistas para concessão de crédito, por exemplo.

Fase 4: adesão de outros serviços, como capitalização e operações cambiais, além de compartilhamento de propostas de produtos e serviços entre diferentes instituições, bem como dados e contratações dos usuários.

Mas como o Open Banking influencia na gestão empresarial?

Cada vez mais percebemos que as operações são simplificadas, compartilhadas e visam ganhar agilidade nos processos. 

O mundo moderno influenciou até os sistemas financeiros mais arcaicos, que lutam para sobreviver e conseguir suprir as exigências dos nativos digitais.

Nesse sentido, ser multiplataforma, por exemplo, é um jeito de estar presente, facilitando o contato com o público consumidor. Quando falamos sobre gestão empresarial, a multiplicidade também indica o caminho para ter mais possibilidades e aderência.

Como com o Open Banking os pagamentos poderão ser feitos via API (Application Programming Interface), que se integram a sistemas, ficará muito mais fácil realizar operações, conciliar diversas contas e minimizar os erros.

A atualização de dados é extraída em tempo real das instituições financeiras, o que permitirá consultar as melhores taxas de câmbio para realizar transferências internacionais, solicitar crédito caso a conta corrente opere no negativo, entre outras funcionalidades.

A comunicação entre o ERP e as APIs será um forte aliado para apoiar as áreas fiscais e contábil das empresas, que passam a desfrutar de benefícios evidentes. 

A tomada de decisão fica muito mais assertiva e os ganhos derivados da economia nas taxas, se acumulados, representam uma enorme diferença!

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