Os atuais desafios da indústria de bens de consumo e como resolvê-los
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Os atuais desafios da indústria de bens de consumo e como resolvê-los

9 de novembro de 2021

A indústria de bens de consumo (em inglês, consumer package goods, ou CPG) enfrenta, como todas as demais, desafios no cenário atual. Os fatores são diversos, passando por novas demandas por parte dos consumidores, sustentabilidade ou ambiente político e econômico. Encontrar alternativas para se manter relevante no segmento é algo que tem preocupado executivos de todas as áreas.

E muito se engana quem acha que as adversidades (e consequentemente, oportunidades) são exclusivas ao mercado brasileiro. 

Principalmente impulsionadas pela transformação digital e pela crise sanitária do novo coronavírus, a população global mudou a perspectiva em relação aos bens duráveis e não duráveis, sobretudo nos de uso doméstico – como alimentos, bebidas, roupas, produtos de limpeza e higiene pessoal.

Uma pesquisa da Nielsen feita nos Estados Unidos no início da pandemia mostrou o quanto a preocupação com o cenário havia mudado em meio ao caos. Na época, as vendas no setor alimentício migraram em partes para itens não perecíveis, diante da possibilidade de desabastecimento.

Voltando ao Brasil, durante 2020 houve uma grande alta de consumo alcoólico nos lares, sendo que só as vendas de vinho cresceram 18% em relação a 2019. Considerando todas as bebidas alcoólicas, o aumento foi 4,1% ou 14,4 bilhões de litros, patamar somente superado em 2014, com 15 bilhões de litros.

Cerca de um ano e meio depois do estopim da pandemia, observamos a alta inflação no país e as alternativas da população brasileira aos bens de consumo não duráveis considerados supérfluos. Ou seja: a crise incentivou a consumir o essencial e a tornar o povo mais comedido em seu orçamento.

Somente com esses exemplos, de parcela de toda a cadeia de CPG, podemos ver a volatilidade que é experenciada. E os desafios não param por aí.

Principais desafios da indústria de bens e consumo

Além da evidente dificuldade de lidar com as oscilações de mercado, há inúmeros outros obstáculos para a indústria de bens de consumo.

A competitividade é enorme, porque existem muitos players produzindo um mesmo produto e os diferenciais competitivos de outros tempos não atendem mais à demanda atual.

Evidentemente, cada nicho experimenta particularidades e impasses específicos. No entanto, listamos de forma macro alguns pontos essenciais que devem ser considerados na atualidade.

São eles:

  1. Promover uma excelente experiência ao consumidor

Embora oferecer qualidade e preços mais atrativos ainda seja algo importante para a manufatura, o fato é que apenas isso já não basta mais ao público.

Há pesquisas que mostram que as pessoas estão dispostas a pagar até 30% a mais em produtos realmente inovadores, e com isso também vem a experiência do usuário.

Ter o foco no cliente e entender toda a sua jornada, compreendendo quais são suas necessidades e a melhor forma de abordá-lo, além de investir em uma interface amigável, envolvente e sem atritos trará mais possibilidades de conversão.

      2. Trabalhar cada vez mais a personalização

Nessa mesma linha de pensamento, existe a vertente da personalização, conceito que deixou de ser algo reservado somente aos clientes “premium” e mais direcionado aos bens duráveis, para ser amplamente aplicado dentro de todas as outras frentes.

Ao mesmo tempo, também houve a migração de parte das compras para o ambiente virtual. Essa não era uma prática tão comum no Brasil e também ocasionou mudanças nas operações das empresas. 

Inclusive, o advento de companhias nativamente digitais também já havia mudado a forma de algumas das tradicionais se posicionarem, gerando espaço para a venda direct-to-consumer. Ou seja: as transações são feitas diretamente com a marca, sem intermediários.

É preciso então entender o comportamento do cliente e criar experiências altamente personalizadas para retê-lo nos dias de hoje, o que é feito através de automação e tecnologia de dados.

       3. Superar as dificuldades logísticas

Conforme a transformação digital se consolida cada vez mais, é preciso driblar também as dificuldades que envolvem o aspecto logístico. 

Principalmente as empresas que trabalham com bens não duráveis voltados à alimentação podem enfrentar dificuldades de armazenamento, validade dos itens e escoamento dos produtos, por exemplo.

Conciliar questões desse tipo com a demanda por compras sem contato e o fato de muitos clientes aderirem ao chamado BOPIS (Buy Online, Pick Up In Store, ou em outras palavras, comprar online e retirar na loja) pode ser bastante desafiador.

Coordenar as atividades para que haja um equilíbrio entre custo, agilidade e eficiência será mandatório para a sobrevivência.

       4. Ser uma empresa realmente sustentável

Outra questão vital é a preocupação com ESG e em como tornar a organização sustentável a longo prazo. 

Mais do que nunca as pessoas vão em busca de alternativas que façam sentido para a comunidade e para o meio ambiente. Nesse sentido, é um grande desafio para as grandes fabricantes competirem com players menores, que conseguem encontrar caminhos de forma mais rápida e dinâmica. 

A escolha de embalagens e matérias-primas inteligentes, biodegradáveis ou provenientes de fontes responsáveis deve ser uma prioridade para todas as empresas de CPG que desejam sobreviver no mercado e se manterem competitivas.

O uso de tecnologia auxilia a indústria de bens de consumo

À medida que os desafios aparecem e se multiplicam, fica evidente que não é mais possível tomar decisões baseadas em achismos e mera observação.

Aliás, a inovação auxilia não só no campo estratégico, mas também no aproveitamento de todos os recursos utilizados no dia a dia, gerando mais produtividade e economia.

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