Tendências para a indústria de alimentos: o que esperar para 2022
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Tendências para a indústria de alimentos: o que esperar para 2022

23 de novembro de 2021

A indústria de alimentos é uma potência brasileira: em 2020, ela representou R$ 789,2 bilhões de faturamento, ou 10,5% do nosso Produto Interno Bruto (PIB). Mesmo em meio à crise sanitária, apresentou crescimento (1,8%) e é por isso que é tão importante antever o futuro e compreender quais são as novas formas de consumo.

Primeiramente, cabe dizer que esse segmento é muito amplo e que comporta uma variedade de companhias, que produzem desde produtos in natura (ou frescos) até os totalmente prontos para serem ingeridos.

Logo, entenda quais são as tendências gerais para indústria de alimentos em geral e observe o que faz mais sentido para seu negócio e seu público.

5 principais tendências para a indústria de alimentos

Há quem diga que a pandemia transformou o comportamento dos clientes, mas a verdade é que ela só impulsionou uma tendência natural que se observava nos últimos anos.

De fato, as ações corporativas superficiais perderam relevância e, aquelas organizações que estão realmente preocupadas em colocar o cliente no centro serão as que ganharão cada vez mais espaço.

Além disso, a tecnologia e a inovação passam a ser vitais para qualquer operação, pois concentram informações valiosas e permitem adaptabilidade muito maior. Inclusive, já falamos sobre tendências para a indústria em 2022, de forma geral e considerando esses aspectos.

Veja o que esperar para o curto prazo, agora com foco nas previsões para a indústria alimentícia.

Alimentação saudável e funcional

Alimentar-se bem passou a ser uma prioridade, em partes pela conscientização feita ao longo dos anos, e em partes pelo fato de que a imunidade se tornou fonte de preocupação em meio à pandemia. 

Portanto, as pessoas procuram (e procurarão) por alimentos que forneçam informações claras sobre composição, além de benefícios nutricionais como fonte de zinco, ômega 3 ou vitamina C, por exemplo.

Outro ponto é a funcionalidade, que se tornou ainda mais importante. O consumo de alimentos antioxidantes, termogênicos, fontes de fibra ou que fornecem benefícios nítidos à pele ou corpo, como o colágeno e o selênio também estão em alta.

A Nielsen já havia apontado em um estudo que os brasileiros permitiram gastar mais em 2020 quando a prioridade era a alimentação saudável, sendo levado em conta, respectivamente: produtos naturais (79%), com menos gordura (75%) ou açúcar (70%), ou sem aditivos (69%).

E-food

A praticidade também caiu, definitivamente, no gosto do público. Houve um enorme “boom” nas compras feitas via delivery ou somente por retirada e isso não deve ser algo exclusivo ao período de reclusão. 

Os aplicativos que fornecem o chamado e-food, como delivery de comidas pré-prontas ou supermercados online, seguem como tendência para o ano que vem.

Zero desperdício

O desperdício passou a ser encarado com mais atenção, pensando nos impactos causados no meio ambiente a longo prazo e em como reverter danos de consumo excessivo. 

Desse modo, as indústrias que priorizarem o uso de embalagens retornáveis ou recicláveis, praticarem a logística reversa ou pensarem em soluções que minimizem ao máximo o descarte, certamente sairão na frente e ganharão pontos com o público.

O upcycling na produção também é algo a ser considerado (se ainda não é feito): consiste na reutilização e reaproveitamento de matérias-primas, ingredientes e produtos para criar algo novo ou reduzir o consumo energético.

Para fazer o melhor proveito dos insumos, a tecnologia pode ser uma ótima aliada. Sistema de gestão como o SAP S/4Hana (grandes empresas) ou SAP Business One trazem uma excelente visão do todo, identificando gargalos e oportunidades, além de aumentar (e muito) a eficiência industrial geral.

Responsabilidade social

Na mesma linha de pensamento, os consumidores também passaram a procurar mais informações sobre a cadeia de suprimentos e a procedência dos alimentos que consomem.

As empresas que se preocupam em assegurar boas condições aos pequenos produtores, que extraem recursos de forma sustentável e cuidam da comunidade como um todo, pensando em ações sociais sólidas são notadamente mais queridas pela população. Isso para as empresas em geral, e não seria diferente com a indústria de alimentos.

Em vista disso, é essencial que a sustentabilidade como um todo faça parte do dia a dia de uma companhia.

Food brain e IA

A inovação trouxe diversas tecnologias que podem ser aproveitadas na fabricação de alimentos. Uma delas é a Inteligência Artificial, que organiza e consolida um enorme volume de dados, fornecendo insights poderosos.

Ela ajudou a Spoonshot AI, empresa ligada à ciência de dados com foco no segmento alimentício e de bebidas a criar o que eles chamam de “Food Brain” (ou “cérebro da comida”). 

Segundo matéria da Época Negócios, eles captam dados de diferentes fontes, como: fóruns, artigos científicos, menus, legislação, pesquisas de mercado, redes sociais e notícias para que o sistema ligue as informações e encontre aspectos relevantes. Posteriormente, contam com ajuda de especialistas em alimentação para definir grandes tendências.

Para se ter ideia, eles contabilizam no “food brain” mais de 57,7 milhões de menus, 4,23 milhões de receitas, 5,3 milhões de artigos de pesquisa e 2,4 bilhões de interações em redes sociais. 

Utilizar a potência que o Big Data traz é primordial para coordenar estratégias mais assertivas na indústria e fornecer a melhor prestação de serviço possível, mantendo a competitividade.

Em conclusão, o futuro já chegou para a indústria de alimentos, que precisa se apoiar em conhecimento, forte presença e adequação às novas formas de consumo para garantir sua fatia de mercado.

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